Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Poesia

Cartas de amor são ridiculas

Imagem
 

Obrigado

Imagem
  A noite está a chegar ao término, eu sei. Aqui entre vós, amigos, senti-me um rei. Trouxe por palavras declamadas… poesia! Letras que apelam a sentimentos como tristeza e alegria.   As luzes vão-se desligar, tenho consciência que um a um se irão levantar, talvez aplaudir, sorrir e sair. Uma vez mais fico sozinho, apenas para refletir.   Foi bom, sinto que o foi, poderia ter sido melhor? Talvez. Mesmo não vos vendo as expressões, os olhares, mesmo sabendo que sou apenas um entre milhares, tive a ilusão da plateia, nem que apenas por uma vez.   E foi bom, senti-me vivo. Obrigado… meu amigo… Amigos.   Até já!

Sou

Imagem
  Sou o fauno, a ninfa, a tágide,  a comédia, a tragédia,  a floresta sem aresta e nada mais resta…    Danço ao vento sem alento,  perco-me em ti, selva(gem) inabitada,  Sinto-me sendo de Gaia apenas um rebento…  Se morro, renasço transformada.    Sou a tinta na pele que me compele,  a Hera das eras que virão,  A memória ilusória de uma recordação…    Sou a água sem mágoa ou mácula,  a folha de outono caída, a flor da primavera nascida,  sou todos e sou nenhum…    Sou o Caos…  e de mim nasceram Gaia, Tártaro, Érebo, Eros e Nix…     Sou omnipresente, omnisciente, o vazio, o completo…  A criação e a destruição.     Sou deuseS mortos e Humanos renascidos!  

E quando...

Imagem
  E quando as palavras terminarem e o sentimento arrefecer?  Quando o ânimo acalmar e deixarmos de viver para apenas sobreviver?  E quando as lágrimas secarem, e as recordações se começarem a dissolver?  Uma, após a outra, seguida por outra… e se já nem tivermos força para renascer?  E quando o amor já não for amor, mas sim uma memória?  E quando o frio se sobrepuser ao calor, e já não consigamos criar mais história?  Toda a vivência, todas as batalhas, seguindo apenas uma trajetória…  Será esta a vitória inglória de uma glória ilusória?  E quando acordares e estiveres sozinho?  E de bebida tiveres apenas o mais azedo vinho?  Sei que não és bruxo, tão pouco adivinho,  Queima o incenso, o azevinho…  E pensa para ti mesmo,  E quando… 

Senhora Cartomante

Imagem
  Decidi-me a testar a sorte, baralharam-se as cartas de tarot, eu e tu… Brigitte Bardot? Não, não és a Brigitte, és sim a minha consorte.   Sorrimos como num jogo fora do jogado, convergeram-se energias, iniciaram-se viagens e romarias, reis, rainhas, a perseguição do cavaleiro, tudo catalogado.   Copas, espadas, escolhas, mundos uns atrás dos outros, onde eu me revia, falavas, analisavas, eu escutava, ouvia, foi um prazer, senhora cartomante, vivemos em bolhas.   Descobri ali que existem duelos em mim, batalhas sentimentais vindas dos anais da história, terei que efetuar escolhas… enfim… Sei que o mundo não é apenas memória…   E assim foi, senhora cartomante, se me ajudaste? Sim… bastante. Eu, que das estrelas fui um amante, terei que fazer do presente uma constante.

Este é o momento

Imagem
  Pouco a pouco dedilho os vales, percorro os montes e montanhas, a derme, as entranhas, estranhas? poderia ser a cura de todos os males.   Aventuraria espalhar a semente no ato carnal, sendo pouco mais que o bem, pouco menos que o mal, anjo, demónio, flor, um animal, poderia ser natal, páscoa… ah que se foda, seria carnaval!   Pouco a pouco, sim! Conhecendo a geografia, percorrendo-a na completude, florestas, rios, fabricaríamos história, seriamos marionetas sem fios, é aqui que me perco, meu bem, na tua topografia.   Deixa-me berrar, emitir grunhidos, este é o meu ano, este é o momento de histórias de embalar, esta é a era dos contos de aterrorizar, Permite-me ser, apenas neste segundo, um marciano.   Porque toda a geografia da derme é talhada na história dos anos, cada cicatriz um momento, cada sinal dois instantes, cada gemido um prazer, uma dor, cada memória um cabelo branco…

Chamas Gémeas

Imagem
  Anda, vem, vamos  juntos seremos eternos,  brinquemos, apelemos, apelamos…  vem te comigo aqui, ali, acolá, seremos cadernos,  Seremos rabiscos, raios, coriscos, a flor, o trevo  seremos amor, paixão, demência, loucura,  seremos o que quiseres, sou teu escravo, escrevo,  transcrevo, descrevo, tu és a minha dor e cura.  Vem, jorra em mim, flui, fluímos,  juntos numa desarmonia, melodia, vem-te, irradia…  a tua luz, a tua treva, o teu trevo, a trova, a noite, o dia…  está ali um prado, vês, tombemos juntos, unidos caímos…  Tu és eu, eu sou tu, somos a fantasia,  somos o véu, a máscara, a pele, o civilizado…    és minha mãe e minha filha, sou ao mesmo tempo pai e cria…  criemos juntos, num estado selvagem otimizado…  Amo-te poesia, as tuas letras, os teus versos,  até os teus inversos dispersos, reversos e adversos…  És a salvação no meio da lixeira, a perdição na pureza,  e neste rei...

Seduz-me

Imagem
  — Seduz-me! Pronunciou ele em voz baixa, nu na nudez do seu quarto. À sua esquerda repousava um revolver com apenas uma bala no tambor, na direita mil espinhos de uma rosa… as pétalas jaziam inertes no chão, numa carpete azul, como deusas celestiais chacinadas à entrada do paraíso. — Seduz-me! Pronunciou ele enquanto se levantava nu da sua cama despida, à sua frente um espelho partido e mil memórias fragmentadas. No corredor uma bala iniciou o seu percurso, atravessou a porta e atingiu-o, enquanto na cidade o néon gritava: — O rei vai nu! O príncipe do submundo morreu. — Odeio-te! Pensamento final.

A Guerra é mais triste que o homem

Imagem
    Texto de minha autoria e de Esmeraldo.  Declamação efetuada por mim e pela minha colega e grandiosa amiga Joana Pereira. ,  escritora por excelencia no blog Tem juízo Joana! Edição de Video efetuada por Esmeraldo. Espero que gostem.

Espelhos!

Imagem
  Novidade, naquele instante tudo era recente, o mundo tal como o conhecíamos alterou, e com ele transmutou-se a realidade. Os espelhos infinitos da eternidade estilhaçaram-se… “espelho meu, espelho meu, existirá alguém mais belo do que eu?” Libertaram-se demónios do passado, anjos do futuro e demências de reis que acreditavam ser vampiros. “espelho meu, espelho meu, porque me escondes o reflexo?” A linha temporal parou, estagnou naquele momento entre um bafo num cigarro e o tic tac do ponteiro dos segundos no relógio de Cronos, o tic veio, o tac esqueceu-se… o plano físico estancou ali, tornou-se eterno… onde apenas existe presente, sem passado ou futuro, uma fotografia no espelho “espelho meu, espelho meu…” de uma divindade que nos abandonou. Dizem que o tempo é uma linha continua em direção ao desconhecido, pois para mim é um circulo que se completa, acredito que se tivermos um mapa do momento que queremos revisitar, basta-nos esperar que a linha passe de novo pela o...

Gostos!

Imagem
  Eu gosto do pôr do sol, o mundo em suspenso, aquele ápice peculiar, até mesmo antinatural, onde as cores se mesclam de forma surreal, sensual. Ao inalar, juro sentir no seu aroma… incenso. Odeio o inicio da noite, momento obscuro, esmaia-se a cor, nascem fantasmas. Ficam as flores nos jardins da memória pasmas, uivam as dores do passado, bradam as do futuro. Adoro as estrelas, os cometas e o luar, todas as constelações a dançar no firmamento, ao sabor do ritmo noturno do momento. Sob elas, posso viver, respirar… amar! Contudo odeio a selvajaria e brutalidade notívaga, a insensibilidade animalesca dos que ali vivem, seres que sem amar, simplesmente sobrevivem, serei eu um espelho deles? Uma aparição que divaga? Adoro ver-te acalentar… adorava, eras todo o meu ser, mas faz muito que não adormeces no meu adormecer, agora durmo antes do teu deitar, sinto-me desvanecer… Um gemido na noite de quem não quer mais amanhecer. Não gosto das lágrimas que brotam dos teus olhos, antigamente vi...

A menina da esquina!

Imagem
  Perdeste-te, perdeste-te na esquina entre o tasco e o carrocel, entre o vinho e o brandy mel… quem anda à chuva molha-se, menina. Agora és como uma agulha num palheiro, tentando encontrar a inocência perdida. Outrora tinhas sonhos, doce rapariga, Hoje tens homens, mas nenhum companheiro. Resta-te unicamente a esquina que te consome, Resta-te o corpo, o falso sorriso e a aparência… Restam-te as lágrimas sem ser de crocodilo, a carência… E todos os homens que em ti se vêm, insaciáveis na sua fome. E o que te falta? Falta-te o sonho, falta-te o mundo, Dizem que quem tem boca vai a Roma, mas a tua boca está ocupada na esquina em seu pútrido aroma, e no final cospes o prazer dos homens no chão imundo. Com o nascer do sol regressas a casa, dormes com a lua, Viajas para o momento onde foste feliz, Sentes o cheiro da comida da avó, no sonho sorris… enquanto o corpo repousa nu, nessa cama só tua 

O sexo dos deuses

Imagem
  Catastróficos eventos em terras, mares e céus. Poeiras milenárias, espaços siderais, Hoje e ontem num só, sem máscaras nem véus, odisseias, ninfas, sereias, faunos e quem mais? O verso, a rima, a prosa o átomo em decadência, os corpos em cadência, o ato sexual, a cadeia nervosa Mãos, línguas, seios, ventres, suores frios, corpos quentes, animalescos os dentes, os lábios e as sementes. A união dos corpos e das mentes, a fusão em todas as vertentes, Sexo simplesmente pela tesão, a volúpia pura na palma da mão … Sentidos sem sentimentos prazer por meros momentos, estrelas e lua no firmamento, … aqui, unicamente fragmentos!

Canção de Amor a Amans

Imagem
  Do alto deste castelo chora o meu coração. Fui assolada por uma visão, não mais te verei, Amans meu belo! Sinto-o nos ossos, na alma, ouve este meu lamento que enviei ao sabor do vento… escuta minhas palavras com calma. A cidade está em chamas, a ponte de cristal tombou e eu sou aquela que sempre te amou. Oh divino deus, porque permitiste tais tramas? Jamais sentirei teu corpo, meu amado, assim reza o fado. Esta vida foi um sopro. Ouço passos, vozes, gritos. O inimigo chegou, da perfeição apenas isto sobrou, guarda-a em teus escritos. Escuto agora pancadas na porta, nunca me esqueças meu amor, nunca esqueças a nossa paixão e calor! Quando chegares já estarei morta. Mas não importa, imortaliza-me numa trova, meu trovador sem trovão… serei eterna no teu coração!

Altruísta ou Egoísta?

Imagem
  No fio da navalha vivia este ser em constante batalha Que tudo dava, sem nada querer Colocava-se eternamente em segundo lugar Aqui não existe espaço para mim, a vida que segui sempre foi assim. Será esta uma estranha forma de amar? Um mundo imaginário onde tudo é possível, um ser sensato, sensível… nesta bolha, seu santuário! Contudo, nestas impulsões, nestas primazias, esqueceu algo que não devia. o amor-próprio e todas as suas convenções. Ao colocar-vos em primeiro, gesto altruísta, não estarás a ser para ti mesmo um egoísta? As tuas necessidades desprezadas, e a tua alma menosprezada. Daí afirmar em plenos pulmões, existe uma ténue linha entre altruísmo e aquele que pode ser considerado egoísmo, mas enfim, deixo isto para vossas considerações.

Assimetrias

Imagem
  Impunham-se as vozes do imutável, A imortalidade de um ser que contempla a perfeição sendo que tudo o que busca reside no inacabado, sua inspiração. Esta é a verdadeira beleza, a assimetria com que nos rabiscamos, o ser… permeável! E ali fica ele, absorto num baile de aparências, a encarar de baixo… e de cima, dissimulada beleza, conspurcada com a artificialidade da pigmentação! Do seu peito rugem vozes, bradam gritos, textos, prosa, poesia, dos seus olhos a maresia Ergue os braços e deixa-se embalar, procura o seu carácter na dor da criação. Fremem as vagas no mar, petulante génese, apoteótica decadência. Este é o inicio e o fim de uma qualquer inocência, A explosão cósmica da destruição caótica, a pureza numa sinfonia, totalmente desarmonizada em sua harmonia, morreu a noite… ascendeu o dia. No final foi puxado aos céus, sublevou nos tempos do apocalipse… ficou o sol encoberto por todos os que subiram, qual eclipse. Todavia a sua alma não era digna, foi escorraçado, expurgado… ...

Criador de Sonhos

Imagem
  Retoque final na luz que de ti exala. Sentes nas costas o mundo, e na alma um abismo sem fundo, és prisioneiro na infinidade da fala. Apaziguas a dor nas palavras como um papagaio, com prosas e rimas confecionas universos, ao sabor da chuva e do sal em prol dos versos, serão estas então as tuas águas de maio? Ou serás uma árvore que tomba na floresta, ninguém te ouve gritar, nem deus nem o lenhador, simplesmente cais e és esquecida sem pranto ou dor, aqui jaz a deidade do que te resta! E o que te resta é uma réstia do nada, a imensidão de um vazio, e em especial o fluxo de um rio. Mergulha neste oceano… e nada. Adormece agora no momento e na hora, neste vida que é uma feira, tens constelações no fundo dos sonhos, e no inicio uma cachoeira. Dá o teu salto de fé, sê uma lima, uma laranja ou a laranjeira, aqui, onde os sonhos comandam, e os medos se dissipam em poeira! Foto encontrada na net Com este poema fui eliminado do concurso, mas adorei participar.  Copa brasil a minha p...

Daquele exato encontro

Imagem
  🌊 Daquele exato encontro • entre o mar e as rochas, deidades supremas que puxam pela divindade em mim. 🌊 Daquele exato encontro • entre a paixão e o calor, e palavras perdidas nos salpicos de chuva que não cai, mas ai… o mar e as rochas… e os sonhos em mim. 🌊 Daquele exato encontro • em vidas e sonhos, e sonhos e ilusões, miragens perdidas, fizesse sol e poderia pintar-te o arco iris nos olhos 🌊 Daquele exato encontro • entre os meus e os teus lábios, o mar pode bradar, as rochas podem ficar, mas tudo foi parte mística daquele exato encontro Foto do Instagram de Marília Moura

Canção de Loor a Amans Caelis

Imagem
    Verdade seja dita e proferida, sobre Amans Caelis, mago guerreiro, na ponte de cristal depois do terreiro, Quando tombou sua cidade, amada e querida. Que cantem os trovadores acerca da queda da perfeição durou apenas um segundo, talvez dois, mais não, naquela noite de flechas ardentes e mil horrores. E de tinta se encham papiros Palavras soltas de coragem e valentia Que este era o rumo que o homem seguia… Prantem suas apaixonadas, entre lágrimas e suspiros. Requeiro também que em todas as catedrais lhe seja feita sua muito jus homenagem, mais que ao homem, ou à personagem imortalizem a coragem na totalidade dos vitrais. Que então no final seja erigida uma estátua, aquele que foi o amante das estrelas, sem mágoa, imperfeitamente perfeito, rei sem trono… Aguardamos teu retorno! Assim tombou o imortal arrastado para uma taberna Texto usado num concurso de poesia que me garantiu acesso à próxima eliminatória. Esta fase, na qual participei, encontra-se aqui: Copa Brasil de Poes...

Hoje trago-vos poesia

Imagem
  Hoje trago-vos poesia, mas isso já vocês sabem. Qual será o rumo desta viagem? Não sei, cala-te, senta-te e aprecia. Poderão ser reis e rainhas, Príncipes arrogantes e vaidosas princesas, a escuridão da noite ou uma tocha acesa. Enfim, coisas que poderiam ser só minhas. E se forem mágicas florestas, nenúfares e dentes de leão… Ninfas, Tágides, Faunos e solidão? Uma casa redonda sem vértices nem arestas. Civilizações engolidas pelas areias do tempo, torres de vigia sem vigilantes, jardins sem amantes, odes à paixão, amor, dor e sofrimento. E que tal a vastidão infinita de um deserto, cobras, lagartos, camelos, catos, este pode ser o primeiro, segundo, e até mesmo terceiro ato. Não existem impossibilidades quando declamas a céu aberto. Ou poderei nada dizer, no silêncio da voz ouvem a alma, a tempestade dissipa-se, o coração acalma… o espirito sussurra “ainda tens que fazer”. Hoje trouxe-vos poesia, visões de liberdade aprisionadas em versos sem idade… é na arte que a revolução se ...