Hoje trago-vos poesia

 

Hoje trago-vos poesia,
mas isso já vocês sabem.
Qual será o rumo desta viagem?
Não sei, cala-te, senta-te e aprecia.

Poderão ser reis e rainhas,
Príncipes arrogantes e vaidosas princesas,
a escuridão da noite ou uma tocha acesa.
Enfim, coisas que poderiam ser só minhas.

E se forem mágicas florestas,
nenúfares e dentes de leão…
Ninfas, Tágides, Faunos e solidão?
Uma casa redonda sem vértices nem arestas.

Civilizações engolidas pelas areias do tempo,
torres de vigia sem vigilantes,
jardins sem amantes,
odes à paixão, amor, dor e sofrimento.

E que tal a vastidão infinita de um deserto,
cobras, lagartos, camelos, catos,
este pode ser o primeiro, segundo, e até mesmo terceiro ato.
Não existem impossibilidades quando declamas a céu aberto.

Ou poderei nada dizer,
no silêncio da voz ouvem a alma,
a tempestade dissipa-se, o coração acalma…
o espirito sussurra “ainda tens que fazer”.

Hoje trouxe-vos poesia,
visões de liberdade
aprisionadas em versos sem idade…
é na arte que a revolução se inicia.

Despeço-me então,
sem mais delonga ou demora,
chegou a hora…
gostaram ou não?


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