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Esbolar

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 Acariciou-lhe levemente os poros, talvez numa tentativa de remover as impurezas, ou então, quem sabe, por gostar daquele toque, da textura... Sentou-se, e junto à árvore contemplou-a, absorveu toda a beleza da sua estrutura, a delicadeza na sua cor, o ameno da sua pele! Levou as calejadas mãos ao cinto, e apalpou o cabo de chifre da sua faca, ultima prenda do pai que há muito houvera partido, puxando-a gentilmente para fora, libertando-a das amarras, permitindo-lhe respirar e viver através do aço e chifre. Encostou-lhe o gume, e sem muita pressão sentiu-o trespassar, invadir a zona carnuda. Quase nesse instante sentiu a viscosidade vermelha que dela brotou alastrar-se ao longo dos seus dedos, e o perfume embriagá-lo. A medo levou a mão ao rosto, o bálsamo para junto das suas narinas, e aspirou a doce fragrância, lambendo no mesmo instante a ponta dos seus dedos… como adorava o paladar, quase inigualável neste mundo de falsas retidões e mascaradas aparências. Habilmente...