Vadio! Esse era o nome pelo qual mais o chamavam, um verdadeiro vagabundo, e odiava, no fundo da sua alma e na flor da sua derme abominava essa denominação. Todos o olhavam através dos seus olhos, um deslumbrante arco-íris ótico que o julgava, censurava e oprimia… que sabiam eles? Nada, apenas presumiam e falhavam, mas o gaudério permanecia na conspurcada perceção daqueles ignóbeis seres. Como ele os execrava. Nem um único lhe deu a mão quando todo o seu mundo desmoronou que nem cartas ao vento, para si sobraram unicamente memórias, dor e mágoa… terá que viver com essa recordação até ao final dos seus dias “tudo é mais belo com um pouco de pó de arroz!”. Não passava um único dia sem na sua mente, aquele local entre os dois ouvidos, ter uma disputa… morrer ou viver… acabava ininterruptamente por escolher a vida, seria ela a sua penitência. E agora encontra-se aqui, num barco prestes a chegar à costa, longe da lixeira que um dia chamou de casa, conseguiu deixar p...