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Vida Anagramada!

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    Foi apenas o iodo anagramado que o levou ao vizinho pódio.  A demência cheia de sonhos e a cabeça de ópio, o fígado repleto de feridas profundas, na forma tentada de tumores, oferendas do seu melhor amigo, o grandioso e omnipresente baco.  Tudo o que precisava no momento era dormir, deixar-se ir, amanhã seria melhor, mas não… não conseguia, queria enfiar o punho bem fundo no monitor, sentir-lhe as entranhas esvaírem-se em sangue, se é que os ecrãs sangram… queria arrancar-lhe o coração e comê-lo de uma vez só, engolir aquela porra sem sequer mastigar.  Desejava que a sua vida não fosse um anagrama, contudo as letras há muito que tinham perdido o sentido, era impossível voltar atrás, e ele sabia-o na perfeição, a sua existência tornou-se num anagrama sem solução. 

Se me quiserem conhecer um pouco

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    Entrevista ontem de noite... Quer dizer, como começou era meia noite, presumo ser mais sincero dizer... Entrevista dada esta madrugada. Adorei o momento, quando me convidaram disseram que seria recitar uns poemas, a entrevista não esperava. São momentos assim que me fazem dar cada vez mais valor às letras.

Vida efémera

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  Aqui toda a gente sente que o mundo lhes pertence, sem constatarem que o mundo é uma névoa, uma miragem perdida no espectro celestial. Aqui toda a gente sente que sem elas a roda para, e nem se apercebem que ao partirem todos lhes dirão adeus e serão esquecidas. Ela continua a girar sem parar, e a multidão é meramente um numero prescindível, um grão de areia no deserto… Uma flor numa campa! Aqui toda a gente sente que o sol é eterno, mesmo quando lá fora está a chover como se mil anjos estivessem a mijar. Aqui toda a gente sente sem sentimento, olhos presos em pedras de calçada, calçam um sorriso que lhes foi ensinado, um reflexo perpétuo num espelho e uma falsidade na alma, sim… aqui toda a gente sente, sente a merda errada… porque o sentimento para esta gente morreu! Aqui toda a gente sente a importância de serem importantes para eles mesmos, ignorando a importância das massas, esquecendo o que é amar e ser amado, aqui toda a gente é ego, e ninguém é o aglomerado… ...

Foi declarado, declamado

Foi declarado, declamado, com tempo fora de tempo. Apressado, aninhado, mimado, perdido, fora de tempo por tempo indeterminado. Foi declarado, declamado, com tempo fora de tempo. Intemporal na tempérie do pensamento e tornou-se um beijo que não veio, um desejo que não vejo e uma paixão à qual se disse não. Assim foi, apressado e ficou sem tempo… por tempo indeterminado, minado e explosivo, implodiu. Foi declarado, declamado, com tempo fora de tempo. Assanhado, imaculado e no final rasurado… sobrou a mácula!

Arbitráriamente Prefixado

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  Com a melhor Bestie que uma pessoa pode ter, a Joana isto foi o que criámos. Obrigado pelas gargalhadas e boa disposição enquanto fazíamos isto e partilhávamos ideias  ... Dos prefixos arbitrários, depois de muitos, selecionámos os 3: supraolhar , ultramente e policolorido . O supraolhar, tal qual o da Daniela , define-se como o olhar da arrogância, a pretensão de achar que carrega a sabedoria, sem nada saber. O ultramente, o prefixo que engloba a eternidade de uma mente sabia, ultrasabia. Uma mente com poderes em excesso. Depois, o engraçado policolorido, que gosta de acentuar a fusão das cores, numa vivacidade de tons. Definições que poderão vê-las em prática através da nossa Daniela:   “Perante as planícies de um dourado inimitável, sentou-se Daniela, rapariga nova de sorriso singular. Contemplou e assimilou tudo o que unicamente o supraolhar dessa tenra idade permitia. As parcas nuvens ao longe, e mais perto aquele semicírculo policolorido , o qual apenas a ...