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Altruísta ou Egoísta?

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  No fio da navalha vivia este ser em constante batalha Que tudo dava, sem nada querer Colocava-se eternamente em segundo lugar Aqui não existe espaço para mim, a vida que segui sempre foi assim. Será esta uma estranha forma de amar? Um mundo imaginário onde tudo é possível, um ser sensato, sensível… nesta bolha, seu santuário! Contudo, nestas impulsões, nestas primazias, esqueceu algo que não devia. o amor-próprio e todas as suas convenções. Ao colocar-vos em primeiro, gesto altruísta, não estarás a ser para ti mesmo um egoísta? As tuas necessidades desprezadas, e a tua alma menosprezada. Daí afirmar em plenos pulmões, existe uma ténue linha entre altruísmo e aquele que pode ser considerado egoísmo, mas enfim, deixo isto para vossas considerações.

Assimetrias

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  Impunham-se as vozes do imutável, A imortalidade de um ser que contempla a perfeição sendo que tudo o que busca reside no inacabado, sua inspiração. Esta é a verdadeira beleza, a assimetria com que nos rabiscamos, o ser… permeável! E ali fica ele, absorto num baile de aparências, a encarar de baixo… e de cima, dissimulada beleza, conspurcada com a artificialidade da pigmentação! Do seu peito rugem vozes, bradam gritos, textos, prosa, poesia, dos seus olhos a maresia Ergue os braços e deixa-se embalar, procura o seu carácter na dor da criação. Fremem as vagas no mar, petulante génese, apoteótica decadência. Este é o inicio e o fim de uma qualquer inocência, A explosão cósmica da destruição caótica, a pureza numa sinfonia, totalmente desarmonizada em sua harmonia, morreu a noite… ascendeu o dia. No final foi puxado aos céus, sublevou nos tempos do apocalipse… ficou o sol encoberto por todos os que subiram, qual eclipse. Todavia a sua alma não era digna, foi escorraçado, expurgado… ...