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A mostrar mensagens com a etiqueta Palavras Soltas

Ventos

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  Ao sabor do vento partiram eles, velas cheias, barcos a navegar rumo ao desconhecido, em águas umas vezes calmas agitadas suavemente por ele, outras vezes furiosas, tempestuosas, como se Éolo se tivesse unido a Poseidon num ódio ao homem e o seu barco, aos destemidos desbravadores dos novos mundos. Ao sabor do vento gélido da manhã se arrepiava a tua pele nua, sentindo prazer no ato da caricia refrescante, assim era o vento, assim era a pele. Ao sabor do vento dançavam as árvores nos bosques do esquecimento, nas florestas das memórias, bailavam sem parar, sem morrer nem tombar, contudo, noutras florestas, noutros esquecimentos caíam golpeadas por ele, pela sua raiva, pela sua força. Ao sabor do vento, sim... ao sabor do vento inspiro o ar, porque ele dá-me vida e alento, expiro o ar, inspiro o vento, expiro o vento. Por vezes quente como se o Inferno estivesse junto à minha pele, outras vezes gelado, e aqui, neste outro inferno, as chamas congelaram. Vento, a vida e ...

Seduz-me

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  — Seduz-me! Pronunciou ele em voz baixa, nu na nudez do seu quarto. À sua esquerda repousava um revolver com apenas uma bala no tambor, na direita mil espinhos de uma rosa… as pétalas jaziam inertes no chão, numa carpete azul, como deusas celestiais chacinadas à entrada do paraíso. — Seduz-me! Pronunciou ele enquanto se levantava nu da sua cama despida, à sua frente um espelho partido e mil memórias fragmentadas. No corredor uma bala iniciou o seu percurso, atravessou a porta e atingiu-o, enquanto na cidade o néon gritava: — O rei vai nu! O príncipe do submundo morreu. — Odeio-te! Pensamento final.

Dói-me a memória

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  A memória é uma pena feita de pedra, uma lágrima criada em lâminas, é a alegria e é a angustia. A memória é o que é, e como é, respira através de mim, alimenta-se do eu, e adapta-se ao meu mundo, onde o eu pode ser substituído facilmente pelo tu. A memória pode doer, mas também te pode salvar. Os erros, esses estão lá criados, na memória, folheia o teu livro, e não os cometas de novo. O que te dói? o que te angustia? Dói-me a memória.

Assim s'acaba a estória

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  ... no final da noite quando as trovas terminaram, e o ribombar dos trovões cessaram, nem luzes de candelabros nem clarões de relâmpagos, o bardo perguntou ao rei: — Meu rei, e agora, que faremos nós? Pensando um pouco, enquanto passava suavemente o dedo pelas beiças, ventas, ou seja lá o que raios era aquilo que o rei tinha entre o bigode e o queixo, o mesmo retorquiu: — Agora, meu caro Bardo, podeis todos ir-de Bardamerda.

lost in a twilight neverending world

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  I'm lost i'm lost in a twilight neverending world where theres no rainbows, i'm lost in the rain, and this voice keeps going on my tomb. there was a place in my head, unable to be reached, unable even for me, but now i see it perfectly... All your life was pain till now and will go on... Grab it litle star, make it your personal forest... and get the strenght from the pain. If a tear comes out from the window of your soul, litle star, let it shine... and you will shine with her. Let's dance motherfucker. ***************************** Português agora******************************* Estou perdido, Estou perdido no crepúsculo sem fim de um mundo onde não existe arco-íris, estou perdido na chuva, e esta voz continua no meu túmulo. Existia um local na minha cabeça impossível de ser alcançado, incapaz até mesmo por mim, mas hoje eu vejo-o perfeitamente... Até agora toda a tua vida foi dor, e vai continuar… Apanha-a pequena estrela, torna-a a tua floresta pessoal... e obtém...

Verbalizando

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  Cinzas celestiais sem arco-íris ou iridescências, em baixo alegres florestas brutas, nuas, cruas e puras… e a ria, não o verbo mas a água fria do encantamento acastanhado dos teus olhos para o sonho da minha prosa. Aveludadas as peles… cristalinas as almas! Eu … e tu!

O engano dos olhos

A sopa parecia bulhufas, um caldo insípido. Com um fremir levou a colher à boca, Foi nesse acto que descobriu o ledo engano que os olhos nos pregam. A combinação de sabores dos vegetais mortos fez com que tivesse um orgasmo das papilas gustativas. A sua expressão transfigurou-se, a língua relaxou dentro da boca com os lábios cerrados, sentindo-lhe melhor o sabor.