Gostos!
Eu gosto do pôr do sol, o mundo em suspenso, aquele ápice peculiar, até mesmo antinatural, onde as cores se mesclam de forma surreal, sensual. Ao inalar, juro sentir no seu aroma… incenso. Odeio o inicio da noite, momento obscuro, esmaia-se a cor, nascem fantasmas. Ficam as flores nos jardins da memória pasmas, uivam as dores do passado, bradam as do futuro. Adoro as estrelas, os cometas e o luar, todas as constelações a dançar no firmamento, ao sabor do ritmo noturno do momento. Sob elas, posso viver, respirar… amar! Contudo odeio a selvajaria e brutalidade notívaga, a insensibilidade animalesca dos que ali vivem, seres que sem amar, simplesmente sobrevivem, serei eu um espelho deles? Uma aparição que divaga? Adoro ver-te acalentar… adorava, eras todo o meu ser, mas faz muito que não adormeces no meu adormecer, agora durmo antes do teu deitar, sinto-me desvanecer… Um gemido na noite de quem não quer mais amanhecer. Não gosto das lágrimas que brotam dos teus olhos, antigamente vi...