Senhora Cartomante
Decidi-me a testar a sorte,
baralharam-se as cartas de tarot,
eu e tu… Brigitte Bardot?
Não, não és a Brigitte, és sim a minha consorte.
Sorrimos como num jogo fora do jogado,
convergeram-se energias,
iniciaram-se viagens e romarias,
reis, rainhas, a perseguição do cavaleiro, tudo catalogado.
Copas, espadas, escolhas,
mundos uns atrás dos outros, onde eu me revia,
falavas, analisavas, eu escutava, ouvia,
foi um prazer, senhora cartomante, vivemos em bolhas.
Descobri ali que existem duelos em mim,
batalhas sentimentais vindas dos anais da história,
terei que efetuar escolhas… enfim…
Sei que o mundo não é apenas memória…
E assim foi, senhora cartomante,
se me ajudaste? Sim… bastante.
Eu, que das estrelas fui um amante,
terei que fazer do presente uma constante.

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