Espelhos!

 

Novidade, naquele instante tudo era recente, o mundo tal como o conhecíamos alterou, e com ele transmutou-se a realidade.

Os espelhos infinitos da eternidade estilhaçaram-se… “espelho meu, espelho meu, existirá alguém mais belo do que eu?”

Libertaram-se demónios do passado, anjos do futuro e demências de reis que acreditavam ser vampiros. “espelho meu, espelho meu, porque me escondes o reflexo?”

A linha temporal parou, estagnou naquele momento entre um bafo num cigarro e o tic tac do ponteiro dos segundos no relógio de Cronos, o tic veio, o tac esqueceu-se… o plano físico estancou ali, tornou-se eterno… onde apenas existe presente, sem passado ou futuro, uma fotografia no espelho “espelho meu, espelho meu…” de uma divindade que nos abandonou.

Dizem que o tempo é uma linha continua em direção ao desconhecido, pois para mim é um circulo que se completa, acredito que se tivermos um mapa do momento que queremos revisitar, basta-nos esperar que a linha passe de novo pela ocasião, e aí poderemos intercetar, reviver, aprisionar a eternidade na nossa mente.

Porque é isso que a eternidade é, um conjunto de imagem, de reflexos… “espelho meu, espelho meu, que mundos existirão para lá do reflexo que expandes, que verdades… que mentiras?”

Terás então tu coragem de passar esse espelho, parar o fluxo das areias na ampulheta intemporal de uma Deidade?  

Ousarás ir tão alto?


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