Sou

 

Sou o fauno, a ninfa, a tágide, 
a comédia, a tragédia, 
a floresta sem aresta e nada mais resta… 

 

Danço ao vento sem alento, 
perco-me em ti, selva(gem) inabitada, 
Sinto-me sendo de Gaia apenas um rebento… 
Se morro, renasço transformada. 

 

Sou a tinta na pele que me compele, 
a Hera das eras que virão, 
A memória ilusória de uma recordação… 

 

Sou a água sem mágoa ou mácula, 
a folha de outono caída, a flor da primavera nascida, 
sou todos e sou nenhum… 

 

Sou o Caos… 
e de mim nasceram Gaia, Tártaro, Érebo, Eros e Nix…  

 

Sou omnipresente, omnisciente, o vazio, o completo… 
A criação e a destruição.  

 

Sou deuseS mortos e Humanos renascidos!  


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