E quando...
E quando as palavras terminarem e o sentimento arrefecer?
Quando o ânimo acalmar e deixarmos de viver para apenas sobreviver?
E quando as lágrimas secarem, e as recordações se começarem a dissolver?
Uma, após a outra, seguida por outra… e se já nem tivermos força para renascer?
E quando o amor já não for amor, mas sim uma memória?
E quando o frio se sobrepuser ao calor, e já não consigamos criar mais história?
Toda a vivência, todas as batalhas, seguindo apenas uma trajetória…
Será esta a vitória inglória de uma glória ilusória?
E quando acordares e estiveres sozinho?
E de bebida tiveres apenas o mais azedo vinho?
Sei que não és bruxo, tão pouco adivinho,
Queima o incenso, o azevinho…
E pensa para ti mesmo,
E quando…

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