Este é o momento

 


Pouco a pouco dedilho os vales,
percorro os montes e montanhas,
a derme, as entranhas, estranhas?
poderia ser a cura de todos os males.

 

Aventuraria espalhar a semente no ato carnal,
sendo pouco mais que o bem, pouco menos que o mal,
anjo, demónio, flor, um animal,
poderia ser natal, páscoa… ah que se foda, seria carnaval!

 

Pouco a pouco, sim! Conhecendo a geografia,
percorrendo-a na completude, florestas, rios,
fabricaríamos história, seriamos marionetas sem fios,
é aqui que me perco, meu bem, na tua topografia.

 

Deixa-me berrar, emitir grunhidos, este é o meu ano,
este é o momento de histórias de embalar,
esta é a era dos contos de aterrorizar,
Permite-me ser, apenas neste segundo, um marciano.

 

Porque toda a geografia da derme é talhada na história dos anos,
cada cicatriz um momento,
cada sinal dois instantes,
cada gemido um prazer, uma dor,
cada memória um cabelo branco…

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