De Anjos e Fadas (Capitulo Final)

 

CAPÍTULO 3 — DEPOIS DA ARANHA


— Fiedel é o seu nome, correcto? — indagou a agente da autoridade e da lei quando o anjo noturno entrou e se sentou na única cadeira livre.

O ambiente desta sala não era tão cuidado como o da médica.

Ele assentiu com a cabeça.

— Pode então contar-nos o que sucedeu na noite anterior? Todos os pormenores que se lembrar? — ele começou o relato sobre tudo o que sucedeu, os policias ouviam atentamente, ela apenas escutava, o agente ia retirando notas para um pequeno livro de apontamentos que tinha consigo.

Na outra sala, Amy tinha acabado de ser examinada, o olhar ainda estava fixo nas flores, a médica estava agora sentada na sua frente, no seu lado da secretária, tentava interrogar Amy, mas nada a conseguia fazer falar, nada lhe conseguia extrair uma única reação.

Fiedel saiu da sala acompanhado pelos dois agentes, estes entraram então na sala da médica de óculos de aros grossos, viraram-se para ela e puseram-lhe algumas perguntas, o agente, ia continuando a retirar apontamentos, como se fosse um jornalista, ela, apenas ouvia, e Amy continuava sentada a olhar o vazio... a olhar as flores... a porta fechou-se, deixando Fiedel no corredor.

— Consegue dizer-nos quem fez isso? quem lhe fez estes golpes Amy? — perguntou numa voz amena a mulher policia.

Amy nada respondeu, ficou a olhar o vazio, a contemplar as flores envoltas pelos raios solares e a absorver o éter do ar... a policia insistiu... uma lágrima cristalina e salgada brotou então do olhar de Amy, primeira reação.

— Uma aranha, duas aranhas, duas aranhas que teceram uma teia para a pequena mosca...

— balbuciou, quase num murmúrio...

— Pequena mosca?

— Sim, a pequena mosca, que é o que sou, uma pequena mosca que caiu numa teia...

— Quem eram as aranhas? Como eram as aranhas?

— Não sei, não sei, eram aranhas, cheiravam a morte, eram aranhas que me apanharam numa teia, eram aranhas que riam, eram aranhas... eram aranhas que me apanharam... corre corre pequena mosca...

— Consegue falar-nos dessas aranhas Amy?

— Cheiravam a morte, cheiravam a morte, tinham olhos negros e cheiravam a morte, cheiravam a podre... eu corri, devia ter voado como as moscas fazem, mas corri...

As lágrimas corriam agora a fio pelo rosto de Amy, a policia tentou insistir com mais perguntas, mas Amy nada respondia, apenas falava nas aranhas, nas aranhas que a perseguiam... nas aranhas que cheiravam a morte, enquanto o olhar estava fixo no canto das rosas brancas... as perguntas pararam, a porta foi aberta permitindo assim a Fiedel entrar.

— Bem, vou ser direta," — começou a médica enquanto ajustava os óculos na face, — Amy vai precisar de acompanhamento psiquiátrico, não está em condições mentais para aguentar sozinha, vou-lhe passar o contacto de um psiquiatra para que ele a atenda o mais breve possível. Não deve em caso algum deixá-la só, ela está em bastante dor, pode voltar a tentar o suicido, embora a apatia que eu vejo nela me faça prever que não o fará, pelo menos para já.

Fiedel aceitou a folha em que se encontrava escrita, em letra clínica, o nome e telefone do psiquiatra.

Saíram do hospital acompanhados pelos dois policias... já no exterior, enquanto eram acariciados pelo vento e pelo sol, Fiedel foi avisado que seria contactado em breve para prestar mais declarações, e para que assim que Amy recuperasse, fosse ouvida também.

Um táxi chegou, Fiedel dirigiu-se para ele, apoiando Amy pelo seu abraço, abriu a porta e tentou entrar com ela.

— Não, não, não quero! — fez força para não entrar.

O anjo pediu desculpa ao taxista, e começou a caminhar pelas ruas com Amy no seu abraço, era ainda uma distancia razoável até ao apartamento dela, mas percorreram-no rápido.

As pessoas passavam alheias a ambos, como se fossem invisíveis, o trânsito estava em hora de ponta, carros que passavam, buzinavam…

Amy estremecia com o som de cada apitadela, no ar predominava o aroma de castanhas assadas, o vento estava gelado e o sol do meio dia mal conseguia aquecer as pessoas... era o gelo que continuava, o gelo que não se conseguia quebrar.

Finalmente a rua do apartamento, entraram... Amy livrou-se do abraço de seu protetor e foi para a sala, sentou-se no sofá a observar os raios solares entrarem por entre os cortinados.

Fiedel dirigiu-se à cozinha, começou a preparar algo para ela comer, para ele mesmo comer também, sentia-se esgotado, há mais de vinte e quatro horas que não dormia, mas não podia adormecer agora.

Preparou uma refeição suave que levou para a sala, colocou um prato em frente a Amy, e outro para ele próprio, comeu.

Ela brincou um pouco com a refeição, mas mal lhe tocou, estava somente ali, quase como que um invólucro vazio, como se tivesse ficado presa na noite anterior e apenas tivesse sobrado o corpo.

A Amy que Fiedel sempre vira e amara no bar encontrava-se adormecida, no seu lugar estava este corpo desabitado.

Os pratos foram levados para a cozinha, ouvia-se o som de água a correr enquanto eram lavados...

Subitamente gritos, Amy berrava aterrorizada, Fiedel deixou cair um copo ao chão, que se estilhaçou por completo e correu para a sala, Amy encontrava-se em cima do sofá, encolhida e bramia aterrorizada, apontando para um dos cantos.

— Aranha, aranha, aranha!

Ele olhou para a direção indicada, uma pequena aranha estava lá, quase invisível, se não fosse Amy a apontar ele nem a viria, dirigiu-se célere para lá.

— Não, não, ela corta-te ela tem uma teia muito forte, afasta-te. — ele ignorou-a, esmagando a aranha debaixo da sola da sua bota.

— Todas as aranhas morrerão Amy, esta e todas, não existe mais aranha aqui, a teia não é assim tão forte.

Dito isto foi buscar uma pá e meteu a aranha no lixo.

— Lixo Amy, lixo é o que todas elas são.

Sentou-se então ao lado de Amy, ela repousou a cabeça no seu colo, e ele acariciou-a, afagou-lhe a face e a nuca, o cabelo, olhando sempre docemente para o rosto da sua amada.

Sobre uma mesa viu o que julgou ser um álbum de fotos, levantou-se e foi buscá-lo, em conjunto com o comando da aparelhagem.

Meteu uma musica bem baixa, dando apenas melodia à casa de uma fada, fada essa que agora soltava novas lágrimas.

Bach era o som que provinha das colunas... começou a folhear o álbum, apontando fotos para Amy, perguntando coisas sobre elas, mas ela não respondia, nada, nenhum som, apenas as lágrimas e o olhar vazio... o tremer quando algum som mais forte chegava do exterior.

Amy estava em todas as fotos, nalgumas com outras pessoas que Fiedel desconhecia… a família dela, quem sabe.

Ele foi vendo, observando, mostrando e perguntando, enquanto a tarde se transformava em noite, enquanto o sol se escondia para lá do monte Olimpo e as estrelas começavam a piscar uma a uma, a cintilar no horizonte.

O transito acalmou, agora dois, três carros apenas a passarem muito pausadamente... Fiedel foi confecionar nova refeição, Amy não saiu do seu refugio no sofá, recusava-se...

Um repasto, também este leve, foi feito, mas Amy mal comeu novamente, olhava apenas, vazio o olhar... quem sabe como estaria a mente dela... "pequena mosca corre corre para a teia que tecemos para ti… "!

Neste momento Fiedel encontrava-se já extremamente cansado, mas não se permitia adormecer... foi lavar a cara com água gelada, água que ele mesmo tinha metido no frigorifico para esse propósito, e voltou para o sofá.

Amy recostou a cabeça no seu colo, ele pegou-lhe, levou-a para a cama, deitou-se a seu lado, sentia-se um intruso na casa de uma fada, porém tinha que ali estar.

Uma luz suave entrava no quarto, Amy vestiu o pijama e deitou-se... Fiedel sentou-se na beira da cama, segurando a mão trémula da sua amada, beijou essa mesma mão... como queria ele beijar os lábios, não podia, não podia…

Começou a contar-lhe uma história, um conto de embalar que se lembrava, de fadas e unicórnios, princesas e príncipes, onde não existem nem aranhas nem moscas, tentando nisso transportar a mente dela para um outro mundo, um mundo sem teias.

Ela adormeceu, esgotada pelo sofrimento, extenuada pelo turbilhão de pensamentos!

Fiedel fechou os olhos por um segundo, abriu-os ao perceber um som, um pequeno som, olhou para os números a vermelho num relógio, eram cinco da manhã, olhou para o lado, Amy ainda ali se encontrava, mas agora acordada, olhos abertos focados no teto.

Levantou-se, foi lavar o rosto, não podia adormecer mais... voltou, segurou e acariciou a mão de Amy, enquanto a noite se metamorfoseava para dia, enquanto ela olhava um ponto vazio no teto com aranhas a percorrerem-lhe a mente, aranhas que corriam atrás dela, aranhas que teciam teias para todas as pequenas moscas.

Amanheceu, o sol raiou, Fiedel foi preparar o pequeno-almoço.

Amy levantou-se, vestiu a roupa que ele lhe tinha escolhido na manhã anterior, e dirigiu-se para a casa de banho.

O pequeno almoço estava pronto, Fiedel temeu o pior quando ela entrou na casa de banho, mas dois minutos depois ouviu-se o som do autoclismo e ela saiu.

Comeu mais nessa manhã, ficaram ainda na sala, até que ele se decidiu a levá-la num passeio... teria que ser fora do jardim... divagaram pelas ruas, de novo o trânsito, as bancas de castanhas assadas, de jornais, as pessoas que vão e vêm e não reparam nos invisíveis.

Passearam, mão dada desta vez... Fiedel sempre meigo para com ela... algo lhe despertou a atenção... rosas, rosas brancas, ele relembrou-se dela a olhar para rosas da mesma cor no consultório médico, dirigiram-se para lá, largou-lhe a mão um segundo, retirou dinheiro da sua carteira e escolheu um ramo de rosas.

Amy mirou o outro lado da rua, fixou o olhar em alguém... "como eram essas aranhas?" ecoava agora a pergunta na sua mente, e ela começou a dirigir-se ao estranho de fato cinza e óculos de sol... em passo lento e olhar cravado.

Fiedel encontrava-se ainda a escolher as rosas, o estranho de óculos de sol ouviu uma buzina, olhou para o outro lado da estrada viu Amy a começar a entrar, ela contemplou-o na totalidade.

— Senhor-teia-de-aranha! — balbuciou e continuou em passo lento... a atravessar a estrada.

Ele virou costas e fugiu, correu, virou na primeira esquina e desapareceu nela.

Amy ficou ali, no meio da estrada, sem reação, a olhar para a esquina que protegeu a aranha… um carro vermelho vinha ao longe, Fiedel pagou as rosas e tentou entregar a Amy, mas ela não estava a seu lado.

Viu-a parada no meio do transito, viu a morte escarlate aproximar-se em alta velocidade, deixou as rosas tombarem no chão da cidade e correu para Amy... saltou e empurrou-a, caíram ambos no chão do outro lado... longe da morte de rubra, o carro passou, mesma velocidade, nem sequer travou "seremos assim tão invisíveis?".

Amy abraçou-o, abriu os olhos.

— Anjo, bem que me dissestes que estarias ainda aqui quando eu acordasse!

Abraçou-o mais intensamente e chorou, lágrimas a percorrerem-lhe a face, beijou-lhe o rosto enquanto ele a ajudava a levantar-se num abraço, beijou-lhe os lábios enquanto estavam de pé já...abraçou-o ainda mais forte, e sentiu a retribuição do abraço, meigo, carinhoso... amor contido nele, um amor que até então esteve silenciado no canto escuro de um bar!

Saíram do passeio, passaram junto à banca das rosas brancas... Fiedel olhou tristemente para as rosas mortas no chão, espezinhadas por aqueles que não observam os invisíveis.

Do outro lado, a dona das flores escolheu um ramo e entregou-o a Fiedel.

— Tome, merece estas... não precisa pagar, mereceu-as — ele aceitou.

Caminharam então juntos até ao jardim, sendo ela protegida pelo abraço dele... abraço quente, meigo, cheio de ternura e carinho, ternura e amor.

Sentaram-se num banco absorvendo o ar matinal, fresco, com odor a castanhas assadas e rosas-brancas, ele acariciando suavemente o rosto dela... ela acarinhando a mão dele.

— Que aconteceu Amy? porque saíste de perto de mim? porque foste para o meio da estrada?

— Eu vi, eu vi uma aranha, eu vi o homem do jardim... ele fugiu meu anjo, o senhor-teia-de-aranha, eu vi-o, ele fugiu! — chorou... raiva por não o ter apanhado.

Levantaram-se, Amy notou a fraqueza dele, faz muito que não dormia, esteve sempre de vigia quando ela precisou, notou o sangue seco no braço esquerdo da camisola cinza.

— Deve ter doído.

— Doía muito mais se eles te tivessem realmente feito mal... se eles tivessem conseguido o que pretendiam.

A voz dele era agora mais arrastada, ele tentava fazê-la transparecer forte, como se nenhum cansaço o atingisse, contudo ela era arrastada, demasiado cansaço, esgotado, poder-se-ia dizer.

Caminharam em passos vagarosos para o apartamento dela, alheados a todo o mundo que também estava alienado a eles estava.

O click do trinco da porta, entraram, um ar fresco com fragrância a flores percorria toda a casa, algumas janelas tinham ficado abertas para permitir que o ar entrasse, sentaram-se no sofá um pouco, e daí foram até ao quarto onde trocaram carícias, mimos. Amy fechou-lhe os olhos.

— Chiu meu anjo, agora dormirás tu, ficarei eu a cuidar de ti. — Despiu-lhe a camisola, e tapou-o com um dos lençóis. — Dorme guardião da noite... dorme, hoje os anjos cantarão para ti, hoje proteger-te-ei, tal como tu a mim fizeste.

Fiedel adormeceu quase de imediato, com Amy sentada na ponta da cama, acariciando-lhe o rosto, de expressão suave, recordando todas as noites que em silêncio tinha estado a olhar para ele num dos cantos escuros do bar.

Conhecia cada traço do seu corpo, sabia como ele ria, sabia a entoação da voz... todas as noites amara-o em silêncio, sem nunca se ter apercebido que também ele a amava.

Tinha um anjo deitado agora na sua cama, um anjo que a protegeu, se o amava antes, agora amava-o muito mais... uma lágrima... sal... percorreu-lhe meigamente o rosto e tombou no do seu amado, não uma lágrima de dor ou raiva como as anteriores, mas sim uma de amor.

O ar fresco percorria as divisões, as rosas brancas estavam colocadas numa mesinha perto da janela, "precisam de água, necessitam de sol" — levantou-se deixando o sereno Fiedel adormecido entre sonhos.

Foi buscar uma jarra que encheu com água, retornou passado pouco tempo, colocou-a sobre a mesinha com as rosas brancas lá dentro e voltou então para a beira de Fiedel, deitou-se a seu lado, acariciando-o suave e meigamente, enquanto ele percorria o imaginário dos sonhos.

Na mente dele, estava o bar, ela a entrar e ele a dirigir-se a ela, a segurar-lhe pela cintura e a beijá-la "esperei-te esta noite, esperar-te-ei todas as noites!" — e sentaram-se na mesma mesa onde ele a costumava observar solitário, escondido pela penumbra, ela passou-lhe um braço em volta do peito, acariciando então a face dele do outro lado... deitou a cabeça no ombro dele, e fechou os olhos por um segundo.

— Não, Amy, não, cuidado, não vás por aí.

Amy despertou de imediato, beijou a testa de Fiedel.

— Chiu… — poisou-lhe um dedo nos lábios, — contigo por perto ninguém me fará mal, eu sei disso, sempre soube... dorme meu anjo, dorme, recupera as tuas forças.

Quase que num impulso ele acalmou, entrou de novo no bar, na mesa ao lado dela, sentiu-lhe os lábios colados aos seus, o entrechocar de línguas... o veludo das mesmas enquanto se uniam, ouviu o riso de Amy, sua fada, sua amada... a voz, acariciou-lhe a face.

Uma hora passou então, desde o pesadelo de Fiedel, acordou.

Amy estava com a cabeça a repousar no seu ombro, acordada, a olhar doce e meigamente para ele, enquanto os dedos lhe percorriam os contornos do rosto.

— Estás imundo meu anjo, espera um minuto, vou preparar um banho para ti. — e saiu.

Fiedel ouviu a água da banheira a correr, lembrou-se do banho de Amy, dos fragmentos de vida espalhados pelo chão, do fragmento na mão dela, e lembrou-se do primeiro banho, do banho que lhe deu quando a trouxe para casa.

Levantou-se da cama, olhou para a ligadura no braço, já não doía, já não doía como no dia anterior, sentiu o ar a tocar-lhe o rosto, o tronco desnudo, sentiu um leve arrepio percorrer-lhe todos os poros da pele.

A água parou, ouviu um estilhaço, que fez gelar o seu sangue, correu para a casa de banho esperando o pior, contudo, qual não foi o seu espanto quando quase arrombou a porta e encontrou Amy com o gargalo de um frasco na mão e o resto espatifado no chão, olhando para ele de uma maneira que o fez desatar a rir da cara de preocupação dela devido aquela invasão, que parecia saída de um filme de Acão.

— Partiu o frasco. — dizia ela quase a escangalhar-se a rir.

De a ver chorar com tanto riso, riu ainda mais, temia o pior, contudo riu pelo hilariante da cena, pelo medo que teve, mas principalmente por ver Amy rir... temia não a ver mais rir desde a noite do jardim.

Ela limpou os cacos do chão, colocando tudo no lixo.

— Entra na banheira, não deixes a água ficar fria. — e saiu da casa de banho.

Fiedel despiu a parte de baixo da roupa após a porta ter sido fechada, e entrou na banheira, a água quente e a espuma revitalizaram o resto das suas forças, deitou-se e fechou os olhos por um instante, absorvendo o momento, sorvendo o vapor da água quente, tendo dado conta mais tarde que estava a ser observado, tal como antes era observado no seu canto do bar.

Amy estava junto à porta com uma t-shirt branca nas suas mãos, olhava para ele, para a beleza dele, do seu anjo, sem reação, sem palavra... amava-o desde sempre, poderia mesmo dizer que o amava ainda antes de amar.

Ela notou ele ter aberto os olhos, corou, desviou o olhar dele.

— Esqueci-me de deixar aqui isto para ti, a tua está toda suja. — colocou a t-shirt junto à toalha que estava pronta para quando ele saísse.

Virou as costas e ia para sair, sentiu uma mão a segurar-lhe o braço, não uma mão como a de Pedro no jardim, mas sim uma mão cheia de ternura e carinho, embora a segurasse, era o que sentia nessa mesma mão.

Virou-se, e deparou com Fiedel, no chão da casa de banho. a pingar e escorrer água, desviou de novo o olhar dele.

Foi puxada para junto dele, sentiu a sua pele húmida, mas quente, acariciou-lhe o peito amenamente, tantas vezes que se tinha imaginado a fazer tal, mas sempre pensou nunca o vir a concretizar.

Sentiu o beijo delicado dele nos seus lábios, uma trinca bem suave, ardente, de amor e carinho, amor e paixão... fechou os olhos e deixou-se levar pela alma do seu anjo.

Escondidos pelo vapor de água quente, trocaram carícias suaves e toques ousados e ardentes, explorando cada recanto do corpo um do outro... ele limpou-se, saíram para irem almoçar, seria a primeira refeição decente de Amy desde a noite da aranha, entraram no elevador, e marcaram o rés de chão.


O plantão de Alessandra Valle cuida do caso de uma adolescente fujona. Carlos Palmito nos brinda com o terceiro e último capítulo de um conto escrito em 2005 e foi re-escrito agora, especialmente para o nosso blog. Eu, Luiz Primati, trago um conto de 2018, publicado inicialmente no Facebook em partes e depois entrou para o livro: "Velhas Histórias Urbanas" que foi baseado num fato. O nome do conto é "O Palhaço do Coqueiro". E por último, Sidnei Capella apresenta mais um capítulo de seu conto sobre a espiritualidade. E temos uma nova colunista: Simone Caetano que estréia nesse caderno.

 

De Anjos e Fadas! - Capitulo final - Depois da Aranha. 



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