Arestas

 

“As minhas arestas são limadas pela consciência, pela alma. Para não ferir. Não deixo de ser em bruto com cantos arredondados.”
As minhas palavras são floreadas com cheiro a vendaval, trazidas na chuva, desenhadas em tinta sobre papel.
Letras definidas e estudadas, por vezes simplesmente atiradas sem mais olhar para trás, no temporal restaram apenas as promessas que nunca foram ditas e os afetos que não foram sentidos.
O espírito descansa, respira, grita e extravasa tudo o que lá está, por vezes na tinta, outras em pensamento, na memória fica o que jamais será professado… e na cicatriz a dor do que ficou por falar.
As minhas arestas são limadas pela consciência, e a consciência guiada pelo coração, e na globalidade dele, na junção dos dois, sei que te amo… só não sei se te mereço!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Até Breve

Para proteger e servir - Filha de ninguém

Espelhos!