Sala
Logo após a cozinha abre-se um arco em pedra, entrada da sala, sem portas nem janelas… simplesmente o arco. Mesmo na sua frente, como que uma baixa parede encontra-se um sofá, recente e velho no mesmo momento, as sestas que proporciona, ou os momentos de lazer, enquanto que na televisão se ouvem tiros, ou palavras soltas de amor, ou então gritos mudos num ecrã a negro, isso quando decido que o melhor dos mundos se encontra em as páginas de um livro. Ao desviarmos a atenção para a direita, notamos num dos cantos uma mesa de apoio, na qual residem um jarrão laranja vivo e a máquina de café, a melhor das companheiras após uma noite de exageros. No outro vive em harmonia uma estante com diversos livros, dos quais o ultimo tocado por minhas mãos foi Bocage. Entre os dois está um “espanta-espíritos”, purificador de espaços e almas. Desviamos então o olhar no sentido oposto, e encontramos mais uma estante, nesta repousam diversos objetos e imagens, alguns com nexo, outros perdidos no meu mundo. E de canto com a parede desse lado vivem memórias em formato de CD’s, toda uma adolescência, jogos e musicas, filmes e poesia.
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