Palácio da divindade e do escultor!

 

Aguaceiro ou soalheiro,
podem até vir nevascas e tormentas.
Porque me atormentas?
Lança-me um tornado que eu retorno,
livre do corpo corpóreo,
cultivado pelos divinos agricultores,
sem mágoas nem dores.

Serei a barba da criação,
a chuva em teus olhos, cristalina,
prosa e poesia sem rima…
livre da alma, desprendido do coração

E no final tornar-me-ei pedra
desnuda sem amarras nem pudor,
que apenas no teu cinzel quebra.
Serás assim, nesse momento, nessa hora
a minha esculpidora…
Neste palácio da divindade e do escultor!

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