O dia amanheceu sorrindo
O dia amanheceu sorrindo.
Calçou as meias de ilusão, caminhou só, caminhou sem pressa…
era preciso.
A noite breve chega…
E
com isso o dia rápido parte, leva com ele a candura dos toques raiados
do sol, leva as cores e explosões visuais de um mundo onde tudo é
natural.
A noite breve chega, a pigmentação artificial dos néones
numa cidade esquecida, traz com ela a lua dos poetas e memórias de uma
praia nos confins do universo.
Traz o quente da tua pele transpirada encostada na minha.
Não é o que dizem?
A noite pertence aos amantes?
O
dia rápido parte, e eu não quero que parta, quero ficar preso ali, como
se fosse uma foto, um retrato retratando a imortalidade.
Amo o
natural e a forma como os olhos brilham no sol, sob o sol… amo o quente
dos seus raios, e amo o quente dos teus raios, amo as cores e os ventos,
tempestades de alma, na alma, no eu que nem sei quem sou…
Mas o dia vai morrer, a noite vai germinar dessa morte…
Alimentar os poetas…
Odeio os poetas,
Odeio-me a mim!
Amo o dia.

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