Leap of Faith
Salto então da torre iniciando uma descida vertiginosa!
Sempre foi
mais fácil a queda que a ascensão… sinto o gélido ar deste Inverno
infernal perfurar-me a pele, abençoo cada dor provocada, nelas estou
vivo, nelas sinto (me)…
Existe perpetuamente alguém que necessita de
ajuda na cidade cristalina… Mesmo nas noites sem luar tudo brilha
(orgulho e arrogância) … Uma velha perdeu o gato, uma rapariga a
virgindade, um rapaz a dignidade… consigo encontrar o gato, afinal
estamos na cidade do pecado, que será dele sem um felino?
A
velocidade aumenta e a distancia do chão encolhe, na minha mente consigo
imaginar-me a esborrachar, tornar-me apenas uma mancha de carne
esmigalhada e sangue a escorrer para a sarjeta.
Sei que nenhuma dor
ia sentir devido à velocidade do impacto, a cadeia nervosa não teria
tempo de mandar sinal ao cérebro… mesmo assim, sei que me reconstruiria,
esse é o que sou, uma reconstrução total de mim, posso desintegrar-me
em ácido, e do nada surjo de novo, totalmente reedificado. Vivo então
apenas na dor, procuro a máxima, talvez um dia encontre a que me leve
para alem do poder de reconstrução.
Abro os braços e plano nos últimos segundos!
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