Evereste
Finalmente superei o ultimo desafio, pernoitei ao relento em vários
locais antes de aqui chegar, vi lagos gelados, e florestas cintilantes
que me ofuscavam a visão.
Agora tudo é branco e tudo é frio, alcancei enfim a pureza do meu ser na candura imaculada da neve.
Por detrás dos óculos vejo o sol morrer ao longe, desta vez mais abaixo que em todas as outras.
As
nuvens estão lá, bem em baixo, e eu deleito-me com cada instante, com
cada momento, hoje vejo-as incendiar de cima, conquistarem aquele tom
alaranjado da morte anunciada do dia, contrastando com a brancura a meu
redor.
Estou no topo do mundo, acima da casa dos Deuses… hoje sou eu o próprio divino.
Volto para a tenda, antes de entrar vislumbro pelo canto do olho os últimos raios solares expirarem.
Esta noite vou dormir com divindades, e está tudo bem.
Aqui é o Evereste, a derradeira moradia terrena acima da capital celestial…

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